
7 itens essenciais para garantir a segurança do e-commerce
1. Invista em um certificado digital SSL
Todo site em que navegamos tem um código http, certo? Pois saiba que, em se tratando de e-commerces, existe um certificado digital, chamado de SSL, que transformará o seu código em https. Ok, mas e o que isso significa? Para o cliente, significa que, ao acessar o seu site, ele verá o “S” após o "httpCuidados Para Evitar Fraudes Digitais no E-commerce
Fraudes digitais custam ao e-commerce brasileiro mais de R$ 3 bilhões por ano (Konduto, 2024). As modalidades mais comuns que afetam lojistas:
Fraude no cartão de crédito (chargeback fraudulento):
O comprador usa cartão roubado ou faz a compra e depois contesta junto ao banco alegando não ter reconhecido. O lojista perde o produto e ainda paga a taxa de chargeback (geralmente R$ 25 a R$ 50 por ocorrência).
Como se proteger:
- Use antifraude integrado ao gateway (Clearsale, Konduto, Axepta). O custo por transação analisada (R$ 0,05 a R$ 0,30) é muito menor do que o custo de um chargeback
- Configure limites de compra: pedidos acima de R$ 500 ou com endereço de entrega diferente do CPF merecem análise adicional
- Exija CVV e implemente 3D Secure para cartões acima de determinado valor
Conta falsa e abuso de promoções:
Criação de múltiplas contas para usar cupons de desconto, cashback ou benefícios de primeira compra mais de uma vez. Solução: vincular benefícios ao CPF, não apenas ao e-mail.
Phishing e clonagem de site:
Golpistas criam sites idênticos ao seu para capturar dados de clientes. Monitore periodicamente variações do seu domínio e alerte clientes no site original.
Fatores que Constroem a Confiança do Consumidor Online
Segundo pesquisa da NielsenIQ (2024), os fatores que mais influenciam a confiança do comprador em lojas virtuais desconhecidas:
1. Presença no Reclame Aqui com boa nota: 73% dos compradores brasileiros verificam o Reclame Aqui antes de comprar em uma loja nova
2. Avaliações de produto verificadas: reviews com foto e texto detalhado de compradores reais têm mais peso do que avaliações genéricas
3. Política de troca clara e acessível: 67% abandonam a compra quando não encontram facilmente a política de devolução
4. CNPJ visível no rodapé: loja com CNPJ publicado transmite mais confiança do que sem
5. Certificado SSL (cadeado verde): embora seja o mínimo hoje em dia, sua ausência é imediatamente identificada como risco
Como Conseguir o Selo Ebit e Seu Impacto
O Ebit|Nielsen é o programa de certificação de e-commerce mais reconhecido no Brasil. O selo é concedido com base nas avaliações dos próprios clientes que compraram na loja.
Como funciona: após a entrega do pedido, o Ebit envia um questionário automático ao comprador. O lojista recebe uma classificação (Bronze, Prata, Ouro, Diamante, Platina) com base na nota média. A classificação e o logo do Ebit podem ser exibidos no site.
Impacto na conversão: lojas com Ebit Ouro ou superior registram taxa de conversão, em média, 15-20% maior em visitantes que veem o selo em comparação com lojas sem certificação (dados históricos Ebit).
Para participar: cadastro gratuito no site do Ebit. O volume mínimo de avaliações para conquistar a primeira classificação é de 20 avaliações no período. O custo de integração é o tempo de configurar o envio de e-mail pós-compra para a plataforma Ebit.
LGPD e e-commerce: o que sua loja precisa adequar
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro de 2020, estabelece regras para a coleta, armazenamento e uso de dados pessoais. Para o e-commerce, o impacto é direto: como você coleta dados no cadastro, processa pagamentos e envia e-mails de marketing.
Os pontos críticos de adequação para lojas virtuais:
- Aviso de cookies: sua loja deve informar quais cookies são utilizados e obter consentimento do visitante antes de ativar cookies de rastreamento de marketing. O banner de cookies não é opcional
- Política de privacidade visível: o documento deve estar linkado no rodapé, no checkout e no formulário de cadastro. Precisa explicar quais dados são coletados, por que, com quem são compartilhados e por quanto tempo ficam armazenados
- Direito de exclusão: o cliente pode solicitar a exclusão dos dados dele a qualquer momento. Sua loja precisa ter um processo para atender esse pedido em até 15 dias
- Contratos com fornecedores: se você usa ferramentas de e-mail marketing, analytics ou ERP que processam dados dos seus clientes, esses fornecedores precisam ter termos compatíveis com a LGPD
A penalidade máxima da LGPD é de 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitado a R$ 50 milhões por infração. Para PMEs, o risco mais imediato é a perda de reputação em caso de vazamento de dados de clientes.
Segurança nativa de plataformas de e-commerce
A escolha da plataforma impacta diretamente o nível de segurança base da sua loja. Plataformas hospedadas (SaaS) como a Climba gerenciam a infraestrutura, atualizações de segurança e patches automaticamente. O lojista não precisa se preocupar com atualizações de servidor ou correções de vulnerabilidades.
Plataformas auto-hospedadas (como WooCommerce em servidor próprio) transferem essa responsabilidade para o lojista. Você precisa garantir servidor atualizado, plugins nas versões mais recentes, backups regulares e monitoramento de tentativas de invasão.
Os ataques mais comuns contra e-commerces brasileiros são:
- Credential stuffing: tentativas de acesso usando combinações de e-mail e senha vazados em outros serviços
- Força bruta no painel: robôs testando senhas comuns no login administrativo
- Injeção de código malicioso: aproveitando vulnerabilidades em plugins desatualizados
Autenticação em dois fatores no painel administrativo elimina praticamente por completo o risco dos dois primeiros tipos de ataque, sem custo adicional.
Treinamento de equipe: o elo mais fraco da segurança
Tecnologia protege sistemas, mas não protege pessoas. Engenharia social é o nome dado a técnicas de manipulação que convencem funcionários a revelar credenciais, autorizar transações fraudulentas ou instalar software malicioso.
Os cenários mais comuns no contexto de e-commerce:
Phishing de fornecedor: o atacante envia e-mail imitando um fornecedor real solicitando mudança de dados bancários para pagamento. Sem confirmação por canal secundário (telefonema), o pagamento vai para a conta do fraudador.
Suporte técnico falso: o atacante liga se passando por suporte da plataforma ou do gateway, solicitando acesso remoto para "resolver um problema". Nunca forneça acesso remoto sem confirmar a identidade por canal oficial.
Protocolo mínimo para lojas com equipe:
- Cada funcionário tem login individual (nunca compartilhado)
- Senhas de pelo menos 12 caracteres com autenticação de dois fatores
- Revisão trimestral de quem tem acesso a quais sistemas
- Confirmação por telefone para qualquer alteração de dados bancários de fornecedores
Monitoramento contínuo e resposta a incidentes
Segurança não é uma configuração feita uma vez. É um processo contínuo de monitoramento e resposta a eventos suspeitos.
O que monitorar:
- Tentativas de login malsucedidas (mais de 5 tentativas do mesmo IP em 10 minutos é sinal de ataque automatizado)
- Picos de tráfego incomuns (podem indicar DDoS ou crawlers agressivos)
- Pedidos com padrões suspeitos: múltiplos pedidos do mesmo IP com cartões diferentes ou endereços de entrega inconsistentes
- Alertas de uptime (ferramentas gratuitas como UptimeRobot monitoram 24h)
O que fazer quando identificar um incidente:
- Isolar o problema antes de tentar corrigir (não corrija enquanto o ataque está ativo)
- Documentar o que aconteceu, quando e quais sistemas foram afetados
- Notificar a ANPD se dados pessoais de clientes foram expostos (prazo obrigatório: 72 horas)
- Comunicar clientes afetados de forma transparente
- Corrigir a vulnerabilidade e revisar os controles que deveriam ter evitado o incidente
Ter um plano escrito de resposta a incidentes antes que qualquer incidente ocorra é a diferença entre uma crise controlada e uma crise que afeta sua reputação publicamente.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quais são os primeiros passos para proteger minha loja virtual contra fraudes?
Comece pelos fundamentos: SSL ativo (HTTPS), autenticação de dois fatores no painel administrativo, antifraude integrado no gateway de pagamento e política de senha forte para toda a equipe. Esses quatro itens, implementados juntos, eliminam a grande maioria dos vetores de ataque mais comuns contra e-commerces de pequeno e médio porte.
Como um certificado SSL realmente protege os dados dos meus clientes?
O SSL criptografa os dados transmitidos entre o navegador do cliente e o servidor da sua loja: número de cartão, senha, endereço e qualquer informação digitada no checkout. Sem SSL, esses dados trafegam em texto aberto e podem ser interceptados. O cadeado verde na barra do navegador também aumenta a confiança do cliente na hora de inserir dados sensíveis.
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Escrito por
Climba