O que Faz um Profissional de E-commerce: Cargos, Funções e Salários [2026]
Dicas

O que Faz um Profissional de E-commerce: Cargos, Funções e Salários [2026]

Conheça os cargos de e-commerce, o que faz cada profissional, salários em 2026 e em que momento do crescimento contratar cada especialidade.
Climba
Climba
10 min de leitura

Com o avanço do comércio eletrônico, novos cargos foram criados para dar conta da operação das lojas virtuais. Mas ainda existe muita confusão sobre o que faz cada profissional de e-commerce. Descrições de cargos incorretas geram contratações erradas e cobranças que não fazem sentido.

Neste guia, entenda as funções de cada cargo e o que cada profissional de e-commerce deveria, de fato, estar fazendo. Funciona tanto para modelos B2C (empresa para consumidor) quanto B2B (empresa para empresa).

Profissionais de e-commerce e suas responsabilidades

Coordenador de E-commerce

O Coordenador de E-commerce é a pessoa que já passou pela rotina da loja e entende o negócio como um todo. Em pequenas empresas, geralmente está associado ao próprio dono. Para essa função são necessários conhecimentos de administração, marketing, produto, tecnologia e logística.

Responsabilidades do Coordenador:

  • Tomar decisões estratégicas junto aos fornecedores do e-commerce (tecnologia, logística, pagamentos, antifraude, consultorias)
  • Definir valores de investimento em marketing e estratégias de marketing digital
  • Definir mix de produtos e política de preços
  • Acompanhar taxas de conversão, ticket médio, custo de aquisição e demais métricas de performance
  • Gerenciar a operação de pedidos e garantir o cumprimento de prazos
  • Coordenar a equipe e definir metas mensais
  • Garantir a atualização da plataforma de e-commerce
Coordenador de e-commerce

Analista (ou Assistente) de E-commerce

O Analista de E-commerce é o braço direito do Coordenador. Perfil híbrido: usa na rotina diária conhecimentos de design, fotografia, mídias sociais, e-mail marketing e atendimento ao cliente. Não precisa ser especialista em nenhuma dessas áreas, mas precisa ter experiência em todas.

Responsabilidades do Analista:

  • Planejar e executar estratégias de marketing digital: redes sociais, e-mail marketing, conteúdo para blog
  • Monitorar e reportar taxas de conversão, custo por clique e ROI das campanhas
  • Cadastrar e otimizar produtos na plataforma (fotos, descrições, títulos, preços)
  • Manter banners e promoções atualizados
  • Atender clientes por todos os canais (telefone, e-mail, chat, redes sociais)
  • Acompanhar o desenvolvimento de novas funcionalidades junto a agências parceiras
Analista de e-commerce

Auxiliar de Expedição

O Auxiliar de Expedição é responsável pelo fluxo de atividades depois que o pedido é efetuado: ele garante que o cliente receba o produto certo, acondicionado corretamente e dentro do prazo.

Responsabilidades do Auxiliar de Expedição:

  • Separar, revisar, faturar, embalar e enviar pedidos da loja virtual
  • Monitorar e prevenir fraudes (chargeback)
  • Aprovar e controlar pedidos pendentes
  • Atender trocas, devoluções e reenvios dentro do prazo
  • Gerenciar relação com fornecedores logísticos e tabelas de frete
  • Manter o estoque físico organizado e registrado
Auxiliar de expedição e-commerce

E-commerce B2B x B2C: mudam os cargos?

As funções são as mesmas, mas as prioridades mudam. No modelo B2C (business to consumer), o foco está em atrair tráfego, otimizar taxas de conversão e criar uma experiência de compra que encante o consumidor final.

No modelo B2B (business to business), o Coordenador passa mais tempo gerenciando tabelas de preço por CNPJ, regras de desconto por volume e integração com ERPs dos clientes. O Analista foca em nutrição de leads comerciais e materiais de apoio à venda, não apenas em tráfego pago para consumidor final.

Boa parte pode ser terceirizada

Nem tudo precisa ser feito internamente. Campanhas de e-mail, fotografia de produtos, desenvolvimento de funcionalidades, anúncios pagos: esses serviços podem (e em muitos casos devem) ser terceirizados para agências ou freelancers especializados. Isso permite que a equipe interna foque nas decisões estratégicas e na operação do dia a dia.

Gestor de Tráfego Pago

O gestor de tráfego pago é o profissional responsável por criar, monitorar e otimizar campanhas em plataformas como Google Ads, Meta Ads (Facebook e Instagram) e TikTok Ads. O trabalho envolve definir públicos, criar conjuntos de anúncios, testar criativos e ajustar lances para extrair o máximo retorno de cada real investido.

O foco diário desse profissional é sobre três métricas principais: ROAS (retorno sobre o investimento em anúncios), CPA (custo por aquisição) e CAC (custo de aquisição de cliente). Quem ocupa essa cadeira costuma gerenciar orçamentos que variam de R$5 mil a R$100 mil por mês, dependendo do porte do negócio.

Quando contratar: o sinal mais claro é quando o faturamento mensal supera R$50 mil e o próprio dono não consegue mais acompanhar as campanhas com atenção. Campanha sem gestão ativa é dinheiro jogado fora.

  • CLT júnior/pleno: R$3.500 a R$7.000 por mês
  • Freelancer por projeto: R$800 a R$3.000 por mês
  • Pode ser terceirizado? Sim, muito comum.

Analista de SEO e Conteúdo

O analista de SEO e conteúdo cuida da presença orgânica da loja nos buscadores. O trabalho inclui produção de artigos para o blog, otimização de páginas de produto (títulos, descrições, metadados, imagens), estruturação de categorias e ações de link building para aumentar a autoridade do domínio.

As métricas que guiam esse profissional são volume de palavras-chave ranqueadas, posição média no Google, crescimento do tráfego orgânico da loja virtual e, no fim, a receita gerada por esse canal. Os frutos costumam aparecer entre 3 e 6 meses após o início das ações.

Quando contratar: o momento certo é quando o negócio decide reduzir a dependência de tráfego pago a médio prazo. Se toda a receita depende de anúncios, qualquer alta no CPM ou erro de campanha derruba o faturamento.

  • CLT: R$3.000 a R$6.000 por mês
  • Freelancer: R$500 a R$2.000 por mês
  • Pode ser terceirizado? Sim, muito comum em agências de conteúdo.

Customer Success (CS) / Pós-venda

O profissional de Customer Success acompanha o cliente depois da compra. Em lojas com modelo transacional, isso significa resolver trocas, lidar com reclamações e garantir que o pedido chegou correto. Em negócios com recorrência ou assinatura, o papel é mais estratégico: reduzir churn, aumentar LTV e identificar oportunidades de upsell.

As métricas centrais desse cargo são NPS (Net Promoter Score), taxa de recompra e LTV (lifetime value). Um CS bem estruturado tem impacto direto na reputação da loja no Reclame Aqui, no Google e no boca a boca.

Quando contratar: dois sinais claros: quando as reclamações no Reclame Aqui começam a crescer sem controle e quando o negócio entra em modelo de assinatura ou recorrência.

  • CLT: R$2.500 a R$5.000 por mês
  • Pode ser terceirizado? Parcialmente. O atendimento inicial pode ser delegado a um BPO; o acompanhamento estratégico de clientes de maior valor tende a exigir alguém interno.

Tabela de Salários por Cargo

Cargo Faixa CLT (mensal) Terceirização possível? Quando contratar
Coordenador de E-commerce R$5.000 a R$10.000 Não usual Acima de R$200k/mês de faturamento
Analista de E-commerce R$3.000 a R$6.000 Parcialmente A partir de R$50k/mês
Auxiliar de Expedição R$1.500 a R$2.500 Sim (fulfillment) Quando os pedidos diários superam a capacidade manual
Gestor de Tráfego Pago R$3.500 a R$7.000 Sim, muito comum Faturamento acima de R$50k/mês
Analista de SEO e Conteúdo R$3.000 a R$6.000 Sim, muito comum Quando a dependência de tráfego pago precisa cair
Customer Success / Pós-venda R$2.500 a R$5.000 Parcialmente Crescimento de reclamações ou entrada em recorrência

Qual Cargo Contratar Primeiro?

A resposta depende do estágio do negócio, não do cargo que parece mais importante. Com faturamento mensal até R$50 mil, o próprio dono consegue tocar as operações com o apoio de um analista generalista, alguém que cuida do catálogo, responde clientes e acompanha campanhas básicas. Contratar especialistas antes de ter volume suficiente gera custo sem retorno proporcional.

Entre R$50 mil e R$200 mil por mês, o gargalo costuma estar em dois lugares: aquisição de clientes e operação de pedidos. Nesse estágio, um gestor de tráfego pago e um analista de e-commerce formam a base mínima. O gestor cuida de escalar a receita; o analista mantém a operação funcionando sem depender do dono para cada decisão.

Acima de R$200 mil mensais, a estrutura precisa se especializar. É nesse ponto que Customer Success, SEO e um coordenador dedicado se pagam: o CS protege a margem evitando churns e devoluções, o SEO diversifica as fontes de tráfego, e o coordenador garante que as peças funcionem juntas sem o dono operando como gerente de projetos.

O que a plataforma pode tirar da rotina da equipe

Antes de abrir uma vaga, vale olhar quanto do trabalho é tarefa repetitiva que o sistema pode fazer. Na Climba, plataforma de e-commerce que atende lojistas desde 2011, quatro tarefas que costumam ocupar o Analista, a Expedição e o Coordenador saem da rotina manual:

  • Atualizar estoque entre canais. Em todos os planos, a integração é nativa com mais de 50 ERPs; e, com o Acelerador Marketplace, o ClimbaHUB mantém um estoque único entre a loja própria e os marketplaces. A Ativa Esportes, por exemplo, atualizava o estoque à mão até 3 vezes por dia quando dependia de marketplaces; com a Climba, loja física, marketplace e loja virtual passaram a sincronizar automaticamente (case da Ativa Esportes).
  • Trocar banners e mexer no layout. Com o editor visual de layout (LayoutPro), a própria equipe ajusta a loja sem programador. A equipe da Decore Pronto, loja de decoração de Brasnorte, passou a customizar o layout, criar promoções e atualizar o e-commerce sem depender de programador (case da Decore Pronto).
  • Registrar a venda do vendedor e a comissão. Sem um recurso para isso, o pedido de quem compra com orientação de um vendedor é montado por fora e a comissão é calculada à mão. Com a Venda Assistida, que faz parte do Acelerador Social, o vendedor monta o carrinho no painel, manda o link de pagamento pelo WhatsApp e a comissão é atribuída automaticamente. A Lysi Automação, distribuidora Schneider, usa o recurso na venda consultiva B2B (case da Lysi Automação).
  • Descobrir o que trava as vendas. O Climba Everest reúne numa única tela os problemas da loja em produtos, checkout e recompra, com a prioridade de cada um, e leva direto ao lugar que resolve cada problema. É o tipo de diagnóstico que ajuda o Coordenador a decidir onde a equipe deve trabalhar primeiro.

Isso não substitui as pessoas: muda o que elas fazem. Com menos tempo gasto em tarefa manual, o Analista cuida de catálogo, campanha e atendimento, e a contratação de especialistas pode esperar o volume que realmente a justifica.

Perguntas Frequentes

O que faz um profissional de e-commerce?

Depende do cargo. Em geral, um profissional de e-commerce cuida de alguma parte da cadeia de vendas online: pode ser a atração de clientes (tráfego, SEO), a operação dos pedidos (expedição, estoque), o atendimento pós-venda ou a gestão estratégica de todo o canal digital. Cada cargo cobre uma etapa diferente.

Quanto ganha um analista de e-commerce?

Em regime CLT, a faixa vai de R$3.000 a R$6.000 por mês, variando conforme o porte da empresa e o nível de experiência. Profissionais com conhecimento em plataformas como VTEX, Shopify ou sistemas B2B costumam ter remuneração na parte mais alta da faixa.

Quando contratar um gestor de tráfego pago para e-commerce?

O momento mais indicado é quando o faturamento mensal supera R$50 mil e o dono não consegue mais acompanhar as campanhas com atenção. Antes disso, um freelancer por projeto pode cobrir a demanda sem o compromisso de uma contratação fixa.

E-commerce precisa de equipe grande para funcionar?

Não. Muitas lojas online faturam R$100 mil por mês com uma equipe de duas ou três pessoas. O que define o tamanho da equipe não é o canal, mas o volume de pedidos e a complexidade da operação. O importante é ter as funções certas cobertas para cada fase do negócio.

Se você quer montar uma operação de e-commerce mais eficiente, com processos no sistema e não dependendo de pessoas-chave, conheça a Climba Commerce. Somos a plataforma que coloca o lojista no controle da operação, do estoque ao layout, sem depender de time técnico externo.

Gostou do conteúdo?

Receba mais dicas de e-commerce, tendências e novidades direto no seu e-mail. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

Climba

Publicado por

Climba